Controle de Mosquitos | Pernilongos

Código: SPR6VA9R3 Marca:
Os vírus transmitidos por mosquitos que afetam animais estão incluídos no grupo dos Alphavirus, grupo associado à encefalite eqüina, que causa encefalite aguda com febre alta em eqüinos (cavalos, burros e mulas). Outros vírus originados por mosquitos de importância veterinária inclui o vírus da encefalite japonesa, o vírus da febre do Rift Valley (África), Wesselsbron vírus, vírus da bouba aviária e vírus mixomatose.   O vírus da anemia infecciosa eqüina, pode ser transmitido mecanicamente por mosquitos, mas os vetores mais importantes são grandes moscas, tais como moscas de cervos, as mutucas e moscas estáveis.

Os objetivos de qualquer programa de controle de mosquitos devem ser: evitar picadas de mosquito, manter as populações a um nível aceitável, minimizar  contato entre o mosquito e vertebrados, e reduzir a fertilidade das fêmeas.  Todas estas medidas visam minimizar o desconforto e os efeitos negativos da picada e perda de sangue e interromper a transmissão de patógenos.

Modificação do Habitat

Como resultado da estreita relação e impacto causado pelos mosquitos na população humana, a modificação física de lugares onde os mosquitos possam pôr ovos, as larvas e pupas se desenvolvem, a lugares onde os adultos interagem com os seres humanos. O que mais demanda trabalho é a redução das áreas onde os mosquitos depositam os ovos e desenvolvem as larvas. Isto inclui principalmente, alteração do nível de disponibilidade ou eliminar a água. Por exemplo, colocar bolas de plástico flutuando na superfície da água das áreas utilizadas pelos mosquitos para deposito dos ovos e desenvolvimento de suas larvas tem sido muito eficaz. No entanto, é óbvio que este é um quadro útil em uma escala pequena, mas significativa. Eliminar recipientes (naturais e artificiais) que coletam água, como pneus de veículos, vasos, e qualquer recipiente ao ar livre com água.

Controle Biológico

Em matéria de controle biológico tem sido tentado e ainda estão tentando encontrar organismos que consomem ou interferem com qualquer um dos quatro estágios de vida do mosquito. Podemos fazer menção de várias estratégias que tem tido algum efeito, entre elas, uso de predadores aquáticos que consomem larvas e pupas, peixe Gambusia affinis e Fundulus spp. Outros peixes como Tilápia e Cyprinus que removem vegetação aquática que proporciona abrigo para mosquitos.

Entre as muitas espécies de organismos que têm sido procuradas que podem exercer algum controle sobre mosquitos, devemos salientar as bactérias thuriengiensis Bacillus. israelensis ou IPV. Neste caso, é um larvicida e morre como resultado da ingestão de uma toxina de proteína cristalina produzida pela célula durante a esporulação. Esta toxina afeta o intestino e, assim, a digestão, causando a morte da larva.

Controle Genético

Este é um método dentro do controle biológico que está em fase experimental devido aos resultados limitados. Suas  estratégias visam à liberação de machos estéreis ou incompatíveis resultando em um declínio da população, e também a liberação dos vetores naturais.

Controle Químico

Larvicidas são colocados na água, onde as larvas se desenvolvem ou onde a água se acumula, proporcionando um ambiente adequado para a oviposição e desenvolvimento larval. Entre os aprovados para o uso estão hoje, o óleo mineral, organofosforados e reguladores de crescimento de insetos. Os óleos de rápida degradação são dispersos para cobrir a superfície da água, o que sufoca larvas e pupas. O regulador de crescimento mimetiza um hormônio juvenil e interfere na metamorfose e na emergência de adultos. A escolha do tipo e da formulação do larvicida depende da biologia do mosquito, o tipo e o tamanho do habitat. Alguns permitem que você aplique quando a área está seca e, em seguida, é ativado quando a região fica alagada. Antigamente, esses produtos eram parte de um arsenal de estratégias no controle da malária a nível mundial.

Inseticidas

Existem várias formas de aplicação de inseticidas, destacando- se residual, fumacê e ultrabaixo volume. Em escala maior, o residual é usado com aplicações de inseticidas nas paredes internas e externas das casas e nos abrigos de animais domésticos, considerados locais de repouso dos mosquitos domiciliares. O inseticida de escolha é o DDT em vista de seu baixo custo e alto efeito inseticida. No Brasil, a Fundação Nacional de Saúde não utiliza mais o DDT em suas atividades antianofélicos, mesmo na Amazônia; a recomendação atual é de se usarem piretróides, que, apesar do preço elevado, possuem ótima ação inseticida e nocividade ambiental irrelevante. Outros inseticidas sintéticos a base de organofosforados e carbanatos também são utilizados, porém necessitam de aplicações mais frequentes (cada dois a três meses). O tratamento por aspersão (fumacê) é usado principalmente em epidemias para matar rapidamente os mosquitos adultos que estão infectados, evitando assim a disseminação de doenças. Os inseticidas são vaporizados nos dispersores em altas temperaturas (acima de 200°C) e podem ser aplicados por veículos ou por uma pessoa. Os aerossóis de ultrabaixo volume (UBV), que são também produzidos por máquinas, podem usar os inseticidas Malathion, Fenitrothion ou Permetrina e aplicados por veículos de modo que possam cobrir uma área grande num tempo curto.

Controle Comportamental (Atraentes)

Este método consiste em atrair e capturar os insetos em armadilhas, reduzindo a população de insetos a níveis toleráveis. Este método é utilizado na agricultura para o controle de vários insetos-praga, porém na Entomologia Médica-Veterinária é usado apenas para o controle de alguns insetos, como, por exemplo, a mosca tsé-tsé (Glossina morsitans) no Zimbábue. Este método alternativo de controle de insetos tem sido extensivamente estudado em todo o mundo, inclusive no Brasil. Atualmente, este método está sendo usado experimentalmente para monitorar fêmeas grávidas de Aedes aegypti em áreas urbanas por meio de armadilhas de oviposição em atraentes. Os atraentes são voláteis, provenientes de infusões de matéria orgânica (ex.: gramíneas) que atraem fêmeas grávidas de mosquitos para a oviposição. Outros atraentes que estão sendo pesquisados e apresentam grande potencial para capturar mosquitos adultos são originados dos voláteis do odor humano, que atraem fêmeas para o repasto sanguíneo (ex.: CO2, octenol, ácido láctico e outros voláteis). Armadilhas luminosas também são utilizadas para capturar mosquitos em áreas silvestres.

Monitoramento

Esta atividade é crucial para um programa de controle eficaz, pois tem por objetivo determinar a distribuição, abundância e grau de atividade patogênica. A idéia é dispor de informações para agir diante de um grande problema.

Prevenção da Dengue (Aedes aegypti)

Para evitar este contínuo avanço da dengue a melhor estratégia de prevenção é evitar o mosquito vetor Aedes aegypti. Deve-se eliminar os criadouros onde as fêmeas do mosquito colocam ovos para reprodução como vasos de plantas, pneus, garrafas destampadas e outros recipientes que podem acumular água parada. E mesmo depois disso feito, a atenção deve se concentrar em caixas d’água destampadas, calhas entupidas, ralos em fundo de quintal e até na água das bacias sanitárias de casas e apartamentos colocados para vender ou alugar, que ficam assim várias semanas disponíveis aos mosquitos.

O Ministério da Saúde, por meio da Funasa, estimula também a reciclagem de pneus, um importante foco de reprodução do vetor. Este processo transforma os fragmentos do pneu em matéria-prima para a produção de placas pré-moldadas, por exemplo, podendo ser utilizadas na construção de moradias, fabricação de asfalto ou até como combustível, entre outras destinações possíveis.

É necessário também o conhecimento da produtividade dos criadouros em meio urbano e dos fatores ambientais para compreender a dinâmica da transmissão da doença.

A combinação do crescimento desordenado dos centros urbanos com a expansão da indústria de materiais não biodegradáveis, em conjunto com as mudanças climáticas esperadas com o aquecimento global, reforçam a sensação de que é impossível erradicar o mosquito Aedes aegypti, com as campanhas e métodos existentes no momento.

É bom lembrar que os inseticidas altamente tóxicos e persistentes (como o DDT e BHC) usados no passado para a erradicação desse vetor, não são mais fabricados e seu uso está proibido.

Deve-se ter mais preocupação da sociedade, pois, mesmo os residentes de países endêmicos reconhecendo a doença e sua ligação com o vetor, as medidas de controle feitas por estes não são equivalentes ao conhecimento sobre a doença e o risco constante desta.


Surgimento e Registros de Dengue no Brasil


O primeiro vírus isolado de dengue no Brasil foi em 1981, em Boa Vista, Roraima, onde foram isolados os sorotipos DEN1 e DEN4. Mas a disseminação do sorotipo DEN1 começou apenas depois de sua primeira ocorrência no estado do Rio de Janeiro, na região Sudeste do Brasil, em 1986, época em que algumas áreas urbanas do Nordeste também estavam sendo afetadas.

Em seguida, houve a entrada do sorotipo DEN2 no estado do Rio de Janeiro produzindo um grande surto de dengue no Brasil, cruzando as fronteiras dos estados pela primeira vez. Este surto atingiu principalmente Alagoas, Ceará e Rio de Janeiro.

Em 2010 a Secretaria de Vigilância em Saúde do Brasil registrou 447.769 casos notificados de dengue nos três primeiros meses. A distribuição dos casos notificados é a seguinte: Sudeste com 173.307 (38,7%), Centro-Oeste com 163.516 (36,5%), Norte com 56.507 casos (12,6%), Nordeste com 28.815 casos (6,4%) e Sul com 25.624 casos (5,7%). Os estados com maior incidência da doença durante o período foram Acre (3.157,3 casos por 100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (2.507,8 casos por 100 mil habitantes), Rondônia (1.585,1 casos por 100 mil habitantes), Goiás (1.114,9 casos por 100 mil habitantes) e Mato Grosso (998,3 casos por 100 mil habitantes). O Estado de Minas Gerais também se destaca pelo total de 98.261 casos notificados, com incidência de 490,5 casos por 100 mil habitantes. Esses seis estados concentram 67% dos casos notificados.

Observando-se os números de casos, observa-se em 16 das 27 unidades federadas apresentaram aumento no número total de casos notificados quando comparados com o mesmo período de 2009. Nessa comparação, houve um aumento de 79,8%.

Foram registrados também em janeiro, fevereiro e março de 2010 2.561 casos graves de dengue (746 casos de Febre Hemorrágica do Dengue/Síndrome do Choque do Dengue e 1.815 casos de dengue com complicações). Observa-se uma redução de 30,6% em relação ao mesmo período de 2009. Os óbitos confirmados foram 117, o que representa uma diminuição de 7,8% em relação ao ano anterior.

Na análise atual feita pela Secretaria de Vigilância em Saúde afirma que o sorotipo DEN3 da dengue predominou na grande maioria dos estados do Brasil entre 2002 e 2006, mas que no período entre 2007 e 2009 houve uma alteração deste sorotipo para DEN2. O monitoramento do sorotipo circulante ao longe de 2009 apontou para outra mudança para o sorotipo DEN1.

O número de casos reportados de dengue deve ser considerado uma aproximação da realidade, pois os casos assintomáticos e não reportados contribuem para um falso panorama da dengue nessas áreas. Assim, para o mundo todo e em geral, pode-se assumir que o número real de casos é 10 a 15 vezes o número conhecido, podendo em casos extremos chegar a 70 vezes, como na epidemia de Campinas.

Produtos relacionados

Sobre a loja

A Turbo Dedetizadora e Desentupidora a 10 anos atua no mercado goiano, contando com profissionais bem treinados e capacitados tanto no serviço como no atendimento personalizado ao cliente. Possuímos um atendimento altamente qualificado para identificar o seu problema e enviar a equipe técnica ao local.

Pague com
  • Mercado Pago
Selos
  • Site Seguro

TURBO DEDETIZADORA & DESENTUPIDORA - CNPJ: 24.493.659/0001-95 © Todos os direitos reservados. 2022


Para continuar, informe seu e-mail